quinta-feira, 29 de maio de 2014

Maleficent (?)



Para quem aguardou mais de quatro meses para ver a musa de Hollywood Angelina Jolie encarnar uma das mais célebres vilãs da Disney: Maleficent, ou Malévola, a surpresa, ou para ser mais franca, a decepção, não poderia ser maior. Maleficent começa como a grande protetora da floresta, com suas grandes asas ela voa de um lado para o outro para consertar tudo e proteger todas as criaturas mágicas.
Quem chutou, ao ver que o filme contaria a história de Maleficent, que ela era uma pessoa que amava o pai de Aurora e foi traída por ele (algo que comentei com uma amiga quando os trailers começaram a sair), acertou em cheio.
Maleficent começa com o típico melodrama de duas pessoas de diferentes raças que ficam amigas, então a mais diferente delas se apaixona, eles começam a ter um romance mas as diferenças os afastam e a criatura apaixonada tem um coração partido. Vemos aí a primeira "grande redução" de Maleficent: de uma grande vilã ela é reduzida à uma mulher que, no bom português, "levou um pé na bunda" e começou a odiar a filha do romance de seu amor perdido. No caso de Maleficent a perda é ainda maior, suas fortes e grandes asas lhe são arrancadas e ela em cinco segundos vira de uma fada-sem-asas-capenga em uma feiticeira prodígio.
Chega, então, uma das cenas mais esperadas do filme e que nos trailers fez com que todos os fãs de Maleficent ficarem com a ansiedade e excitação à flor da pele: o batizado. Nesta cena, vemos que houve uma imensa cópia do filme de animação "A Bela Adormecida" onde Malévola debocha sobre o fato de não ter sido convidada e, como prova de não ter se ofendido pelo fato, diz que lançará a maldição. Mas na mesma cena vemos uma mudança fundamental no enredo "original" e que também prova que Maleficent não é movida pela vilania e sim pela dor de cotovelo: ela mesma afirma que só há uma forma de reverter a maldição: com um beijo de amor verdadeiro (ora, não foi um beijo de amor verdadeiro que Stefan falou que iria dar antes de virar-lhe as costas?), as três boas fadas são completamente inúteis logo nesse começo, pois a terceira fada que afinal deveria salvar Aurora da maldição simplesmente não faz nada. As três boas fadas levam Aurora para um esconderijo no meio da
floresta e Maleficent manda seus servos procurarem Aurora, extremamente frustrada e irada pela demora da princesa ser encontrada, certo? ERRADO! Ela acompanha de perto o crescimento da criança, sendo ela e seu servo que fazem a maioria do trabalho que as inúteis fadinhas não conseguem fazer.
Além disso, Maleficent se encontra várias vezes com Aurora, em uma das vezes, surge a filhinha de quatro anos de Jolie com o galã Brad Pitt, Vivienne Jolie-Pitt. Nesta cena mostra a segunda grande redução de Maleficent: Ela é extremamente indecisa e influenciável, cedendo aos encantos da loirinha em todos os momentos, desde a infância de Aurora até sua adolescência. Podemos imaginar que Jolie no mínimo deve ter mexido os pauzinhos para colocar sua filha no filme e, acima disso, ter uma cena especial com ela, algo que não só poderia como provavelmente foi o que aconteceu, mudar todo o curso da história.
Aurora cresce, de fato vira uma moça muito bonita e em uma bela noite ela resolve explorar os arredores e encontra o muro de espinhos feito por Maleficent... em um momento que deve colocar pontos de interrogação na cabeça de todos que assistem, Maleficent a adormece (isso deveria acontecer?) e em seguida acontece uma das cenas mais exploradas no trailer: o encontro entre as duas. Um ponto engraçado que a Disney acertou em cheio e é muito bem demonstrado nesta cena é que em nenhum momento dos trailers foi mostrado que a Maleficent de Jolie seria tudo, menos uma vilã. De fato teve o momento de tensão "Eu não tenho medo", "então apareça", "então você terá medo" mas ele logo se dissolve quando Aurora de repente inventa que Maleficent é sua fada madrinha. Maleficent e fada madrinha na mesma frase como sinônimos é no mínimo um grande absurdo.
Maleficent e Aurora viram companheiras, conversam todas as noites e, como se não bastasse Maleficent não só se arrepende e tenta tirar a maldição de Aurora como ela a convida para viver na bela floresta (os cenários de Maleficent são encantadores e a imagem impecável, o que pode ser explicado pelo fato de ter sido dirigido por  Robert Tromberg que até então só havia trabalhado como técnico de efeitos especiais e desenhista, mas não só de imagem vive o cinema, e a história?) e, quando a maldição estava perto de ser realizada, ela mesma leva Philip para Aurora... afinal de contas qual era o papel das fadas?!
Já chega de mudanças, certo? Você que está lendo não viu nada, as piores começam aqui: Mudando totalmente a história, o beijo de amor verdadeiro que Aurora recebe de Philip não surte efeito (qual é o problema da Disney e seus filmes como Frozen e Maleficent tem com amor verdadeiro? Acho que alguém na equipe levou um fora...) e Maleficent, tomada de pesar e arrependimento, beija Aurora na testa... sim, você leu direito, o beijo de amor verdadeiro que Aurora recebeu foi dado por Maleficent. Logo em seguida Maleficent é encurralada e uma das cenas mais esperadas do filme se torna uma imensa decepção: Maleficent não se torna o dragão, ela transforma seu servo em um dragão. Maleficent está para ser morta então Aurora ouve o som das asas de Maleficent e as libertam e, em um passe de mágica, Maleficent-mulher-gato recupera suas asas e então surgem um momento "Luta final entre Harry e Voldemort" entre ela e Stefan que acaba morrendo, Aurora recebe o trono, unifica os reinos e todos viveram felizes para sempre. Todos, menos os fãs da boa e velha vilã Maleficent.
Se você mesmo depois de ter visto acha que vale a pena gastar dez reais ou mais em uma sessão de cinema para ver a mais nova tentativa da Disney de destruir os vilões e transformá-los em mocinhos, vá em frente, mas se você, assim como eu, ficou inconformado com tudo o que leu (ou assistiu, no meu caso), recomendo que fique com a animação onde Maleficent faz jus ao nome e, naturalmente, faz jus também ao posto de uma das melhores vilãs que a Disney produziu que, infelizmente, a própria Disney fez questão de desmontar.





domingo, 30 de junho de 2013

Human Trafficking (Tráfico Humano)

"Depois das armas e drogas, o negócio mais lucrativo 
entre os criminosos é o tráfico de pessoas".


Garotas ingênuas que sonham em ter uma carreira de modelo nos EUA, uma mulher que conhece um homem charmoso e em pouco tempo se apaixona, crianças que andam separadas dos pais pelas ruas... um mínimo deslize da pessoa e ela é jogada no inferno da escravidão sexual.
Ela não tem escolha a não ser se submeter às mais terríveis humilhações e abusos, isso sem desobedecer, sem fugir, pois os traficantes deixam claro que, se assim o fizer, pode causar a morte de pessoas que ama e colocar em risco a própria segurança.
Neste cenário, entra Kate Morozov, uma bela agente de imigração russa que percebe, através dos suicídios de garotas que algo muito ruim está acontecendo: há pessoas sendo traficadas. Então começa um jogo perigoso onde ela, com o auxílio de seu chefe, começa a perseguir um único homem que cuida dos negócios naquela parte da Europa.
Kate é ousada a ponto de colocar sua própria vida em risco para impedir que este terror continue e que possa salvar a vida dessas mulheres.


Um olhar sobre Human Trafficking


O filme começa com a aparência de um documentário cansativo que só mostrará mulheres ingênuas que são traficadas e passam as maiores desgraças e só choram mas com a aparição de Kate o filme começa a ganhar um teor mais interessante porque os atos da agente começam a prender nossa atenção, nos perguntamos se ela vai conseguir mesmo resolver o caso e o que vai acontecer com essas mulheres. 
O filme, naturalmente, possui várias cenas chocantes que mostram o que acontece com uma pessoa traficada e também com as que "dão com a língua nos dentes", contando à uma autoridade qualquer coisa que pode entregar o esquema.
Além das partes chocantes do filme, há partes também muito emocionantes que mostram a esperança das pessoas de poderem sair do inferno em que vivem e de poderem reencontrar seus entes queridos. 
A ousadia de Kate faz com que o filme tenha uma cena tensa e surpreendente onde ela se faz de isca para poder capturar o chefe da quadrilha de traficantes mesmo que tudo pudesse dar errado por ela querer ser a heroína.  
O filme termina com um discurso de Kate que mostra uma realidade chocante: o tráfico de humanos só ocorre porque há demanda, e isso torna a realidade ainda mais desumana.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Estilística, Estruturalismo, Formalismo Russo e Nova Crítica

Estreando o novo marcador "Dando uma mãozinha" onde vou colocar os resumos que uso para estudar para as provas, espero que seja útil para quem esteja estudando ou precise fazer algum trabalho!Estou quase em férias, então o blog terá novidades. :)


Estilística



Buscar no texto as palavras “manipuladas” como por exemplo as figuras de linguagem e depois vê que efeito elas causam e porque (provavelmente) foram essas as escolhas do autor. Exemplo: café com pão, café com pão para dar ao texto o ritmo de um trem viajando.

Como o autor pode demonstrar afeto, por exemplo (-inho para mostrar carinho)
Sentido denotativo
Sentido Conotativo 

- Figuras de linguagem

Metáfora: Uma comparação implícita: “a menina é uma flor”
Metonímia: Parte pelo todo: “gosto de ler Harry Potter”
Catacrese: metáfora que pegou: “batata da perna”, “maçã do rosto”
Perífrase: “título” substitui o nome: “Cidade maravilhosa”, “poeta dos escravos”
Sinestesia: mesclar as sensações de diferentes sentidos: “ouça a cor dos seus sonhos”
Antítese: termos opostos: “O corpo é grande e a alma é pequena”
Paradoxo: termos contraditórios: “quanto mais se trabalha, mais dificuldade financeira tem”
Eufemismo: usar palavras mais doces para uma realidade dura: “foi para o céu”
Ironia: Dizer o contrário ou satirizar: “como você foi bem na prova, nem tirou a nota mínima”
Hipérbole: Exagero para enfatizar algo: “Chorei litros”
Personificação: Dar características humanas a um objeto: “Chora viola”
Apóstrofe: Invocação: “Pai nosso que estais nos céus”
Gradação: Ascendente ou descendente: “nasce, cresce, reproduz e morre”

- Figuras de construção
Elipse: omissão de elementos que podem ser encontrados pelo contexto: “Te amo”
Zeugma: omissão de um termo que já foi dito anteriormente: “Ele gosta de Coca, eu Pepsi”
Silepse: Concordância com um termo que não está presente no texto.
- Gênero: A bonita Porto Velho
- Número: Como vai a turma? Estão bem?
- Pessoa: Os estudantes estamos inconformados.
Polissíndeto: Repetição de conectivos: recua e corre, vacila e grita.
Assíndeto: Omissão de conectivos: vi, vim, venci.
Pleonasmo: Repetição de uma ideia: “Eu canto um canto matinal”
Anáfora: Repetição de uma ou mais palavras no início da frase.
Anacoluto: mudança da construção sintática no meio da frase: A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha. (Camilo Castelo Branco)
Hipérbato/Inversão: Inversão da ordem direta: Hino nacional

- Figuras de som:
Aliteração: repetição da consoante: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
Assonância: repetição de sons idênticos: Vai tudo em mim, enfim, se despedindo.
Onomatopeia: Transformar sons em palavras: miau, au. 

- Vícios de linguagem
Pleonasmo vicioso: repetição desnecessária de palavra: subir pra cima.
Barbarismo: erro de pronúncia: rúbrica, plobrema.

-Morfologia: Se eu ir aí.
- Semântica: Ele comprimentou os vizinhos ao sair de casa.
- Estrangeirismo: Quando já existe um correspondente em português
- Grafia: Adimitiu
Solecismo: Desvio de sintaxe
- Concordância: Haviam muitos alunos na sala
- Regência: Eu assisti o filme em casa
- Colocação: Não aguento-me em pé.

Ambiguidade: Falta de clareza: o pai falou ao filho caído no chão
Cacofonia: Junção de duas ou mais palavras na frase resulta em palavra inconveniente: uma mão lava a outra
Eco: repetição da terminação de palavra em uma frase: divulgação da promoção não...
Hiato: Sequência de vogais provocando dissonância: eu a amo
Colisão: repetição de consoantes iguais ou semelhantes: sua saia sujou


Estruturalismo


- Alguns traços do Estruturalismo

Regra estruturalista de imanência, a qual analisa o sistema por si e sem a necessidade de elementos externos.
O autor defende que se deve privilegiar o caráter objetivo da pesquisa, não a opinião pessoal.
O texto literário deve ser estudado, levando-se em conta os seus princípios específicos.
Preocupação com a estrutura, desconsiderando o conteúdo histórico e social.
Preocupação com o significante em relação ao significado.
Desconsidera a diacronia e a análise histórica.
Desconsidera o sujeito e as intenções do poeta.
Abandono do exame particular das obras.

- Funções da linguagem:

Função emotiva – remetente: Transmitir as emoções do “eu”.
Função conativa – destinatário: Convencer o leitor a algo. (propaganda)
Função referencial – contexto: Texto objetivo com linguagem denotativa.
Função poética – mensagem: expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos linguísticos.
Função fática – canal/contato: Estabelecer um diálogo com o leitor (Machado de Assis faz isso, por exemplo)
Função metalingüística – código: Um poema falando sobre como se faz um poema, por exemplo.


Formalismo Russo


Enfatiza a forma literária e o estudo dos artifícios internos do texto.
O autor e o contexto não eram essenciais para os formalistas
A obra literária não era um veiculo de ideias ou reflexão social
Literariedade: qualidade literária e traços distintivos do texto literário
Não se desconsidera, a não ser em algumas exceções, o contexto histórico da obra
A perspectiva diacrônica era indispensável para a teoria
A compreensão do objeto literário deve partir do próprio objeto
Comparar linguagem poética com linguagem cotidiana
Método descritivo-morfológico (descrição da obra e das suas funções)
Entender que procedimento será usado para estruturar a obra (escolha de ABAB por exemplo tem implicação formal sobre o sentido, ponto de vista subjetivo ou objetivo)
A forma vai ser tudo o que se pode entender em um texto
Natureza autônoma da linguagem poética

  Chlovsky
- Fonologia: aspectos articulatórios dos sons. Movimento harmonioso dos órgãos fonadores
- Função verbal dos sons
- Imagem e linguagem poética não são coexistensivas: pode haver poema sem imagem
- Diferença entre linguagem poética e cotidiana: instransitividade e transitividade/ perceptibilidade e automatização
- Imagem poética: é um dos meios da língua poética, é um processo tal como paralelismos, comparações, repetições, etc. A noção de imagem entrava no sistema geral dos processos poéticos e perdia o seu papel dominante na teoria  geral das figuras.

Preocupação formalista inicial:
-Problema fono-estilístico do verso: estudo do ritmo, relação e sintaxe, análise de esquemas métricos, eufonia
Preocupação formalista posterior:
- Semântica da linguagem literária
- Fatores da linguagem poética: metáfora, imagem, fraseologia, procedimentos técnicos


Nova Crítica


A produção literária é um objeto estético independente
Seu todo refletia a sensibilidade unificada do artista
Se distancia da ideia de que o poema é uma expressão da personalidade e vida do poeta.
O autor organiza tais elementos de forma que, uma vez apreciados na leitura, desencadeiam uma carga emocional imediata no leitor, ou seja, não é focada na emoção do poeta e sim na capacidade do poeta de criar emoção.
O poeta seleciona e dispõe os elementos de forma a criar emoção.
É preciso ler um poema de maneira objetiva
Close Reading: leitura fechada, ou seja, na medida em que se lê um poema, é preciso retirá-lo do contexto histórico, social, da obra para se deter em aspectos que estão dentro do próprio poema. É uma leitura minuciosa do poema.
Separar o poema tanto do autor quanto do autor
Não existe ideias separadas da forma
Para entender o poema deve-se  apreciá-lo emocionalmente, buscando resolver as tensões entre as diversas unidades semânticas do texto que independem das emoções do autor, ainda que essas emoções possam ter ocorrido durante a produção.
O poema é produto de um trabalho com a linguagem, elaborado artisticamente através do domínio de técnicas de composição
Não há margem para a intenção do autor ao escrever o poema.
Utilizar algumas noções-chave para aceder aos diversos níveis de significação:

- ironia; ambiguidades ou tensões criadas pela sintaxe ou significação das palavras; paradoxos;
- imagística (metáforas e metonímias) e símbolos dominantes;
- expressividade nos níveis fônico, morfológico ou sintático;
- ritmo e harmonia;
- estruturação da obra (simetrias, contrastes).
Exatidez de descrição
Um poema deve ser lido como uma obra de ficção e não como um relato de uma emoção ou vivência do autor.
Uso de figuras de linguagem como personificação, ironia, ambiguidade
Condenação da paráfrase (transformar um poema em prosa com termos mais simples) porque o entendimento de uma imagem não está na lógica e sim no seu valor expressivo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A diferença entre Cosplay e Live Action

Bem, pessoas, desculpem a demora de postar, acabei esquecendo um pouco do blog mas eu vou voltar à ativa.
O post de hoje é meio polêmico, mas visto que tenho notado no facebook muita confusão gerada por pessoas em relação a animes, cosplays e Live Actions, resolvi fazer este post esclarecendo algumas coisas para ver se as pessoas param de mimimi.
Bem, vamos começar:
Escolhi como exemplo a Amane Misa, do anime Death Note para exemplificar. Porque ela? Porque é a personagem que as pessoas mais usam como exemplo do possível erro gravíssimo do Death Note Live Action então farei o mesmo.
Primeiro apresentando a aparência da personagem: é uma moça loira, com olhos cor de mel (azul é lente!), tem franja reta...
Em animes, as pessoas podem ter cabelos pretos, castanhos, louros, azuis, rosas, vermelho, enfim, da cor que eles quiserem.
Isso vale também para os olhos e até mesmo para a cor da pele. Até aí tudo bem? Ok, vamos continuar...

Cosplays de Amane Misa: Pelo menos os que não são cosfail, tentam imitar a aparência dela tal qual ela se mostra no anime, atentando aos detalhes como por exemplo se a Misa está usando lentes ou não.
Bem, usei como exemplo para falar sobre cosplay  a Kipi, confesso que não gosto muito dela, mas ela costuma acertar bastante nos detalhes e vai ser mais fácil de explicar.
Primeira coisa: Vocês acham que este é o cabelo NATURAL, não pintado, dela ou ela está usando wig (peruca)?
Pin-pom! Acertou quem disse que ela está usando peruca! Porque? Porque como toda japonesa (ok, ela é mestiça com chinês, mas isso não muda) não nasceu com cabelos louros naturais, japoneses nascem com cabelos castanhos ou negros, certo? Certo...
Portanto, para ela ficar IGUAL à personagem do anime, ela teria que ficar loira.
O que podemos concluir com isso até agora? Que o cosplay tenta levar a realidade para o anime.
Agora vamos à última parte e também a mais problemática...
Muita gente que assistiu o Live Action se surpreendeu ou até mesmo se decepcionou com a aparição da consagrada atriz japonesa Toda Erika como Amane Misa, alegando que ela não tem cabelos louros, é mais "escurinha" que a personagem e que não tem olhos da cor da Misa. Deixando todo o talento da atriz de lado, vamos falar apenas da sua aparência. Lembram-se o que eu disse lá em cima sobre japonesas naturais? Pois é, Erika é um bom exemplo disso. O cabelo dela é castanho, como toda japonesa.
"mimimi, e porque ela não usou peruca pra parecer mais com a Misa?" Simples, galerinha, porque ela não estava fazendo cosplay!!!!!!  Ou seja, ela não tinha a mínima obrigação de ficar idêntica em relação à aparência física, porque, vejam, ela está usando o mesmo visual punk que a Misa usa, e até as marias-chiquinhas ela está usando, o vestuário está ótimo para representar sua personagem. Ou seja, o live action, como o nome já diz, tenta trazer o anime para a realidade.
Entenderam a diferença, galera? Só para reforçar, cosplay que é bom precisa tentar ficar o mais parecido possível com o anime, ou seja, uma menina que veste qualquer coisa punk, faz o penteado igual mas tem o cabelo castanho ou louro sem franja é cosfail, não tem nada a ver com a personagem. Já o Live Action não precisa disso, tanto que vocês podem ver que nos demais Live Actions, nenhum personagem loiro, com cabelo rosa ou sei lá foi representado de forma exata, a não ser pelo menos quando não é humano (por exemplo os shinigamis de Death Note que foram representados perfeitamente iguais ao anime).Os personagens de Live Action que ficaram perfeitamente iguais ou pelo menos com uma boa semelhança ao personagem de anime com a aparência física existem porque no caso o próprio anime tenta lembrar a realidade dos japoneses em relação à aparência (Exemplos: Ren e Nana, que ficaram muito parecidos).  

Ok?Então por favor, parem de ficar criticando as personagens de Live Action sem motivo, porque cosplay e Live Action não são a mesma coisa!
Por hoje é só, até a próxima!
 




sexta-feira, 8 de março de 2013

Mahou Shoujo Madoka Magica



A história gira em torno de Kaname Madoka, uma adorável e normal estudante de 14 anos que tinha uma vida totalmente normal, amigas e família também inteiramente normais, mas que vê sua vida revirada quando Akemi Homura, uma garota séria, é transferida para sua classe e a alerta sobre as consequências de ser alguém gentil. Ao mesmo tempo que sua aparição, surge também na vida de Madoka uma criatura estranha chamada Kyubei que oferece a ela e às suas amigas a realização de seu desejo, contanto que elas se tornem Puellas Mágicas e passem a lutar contra as bruxas.
No entanto, Madoka vai começar a perceber que as consequências da realização de um desejo poderão ser severas e que ela tem um grande papel nisso tudo, ela está destinada a ser a mais forte Puella Mágica e, consequentemente, a fazer um grande sacrifício.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Dividindo alegrias

Bem, pessoas, nunca cheguei a fazer um post sobre minha batalha contra a balança mas hoje resolvi dividir com vocês minha conquista.
Há exatamente quatro meses usei esta saia para o cosplay de Hinamori Amu em Ribeirão preto e me decepcionei completamente com o resultado, pois eu fiquei horrível por, apesar de estar tentando há um tempo emagrecer e já ter perdido uns quilinhos, ainda estava longe de ficar bom.
Então hoje resolvi ver o que aconteceria se eu vestisse e, para minha surpresa, ela pareceu uma barraca em mim, ou seja, em quatro meses eu acabei dando uma boa afinada.
É claro que ainda estou no meio do caminho e para chegar aos 52 quilos, que é meu peso ideal, ainda falta um bom pedaço do caminho mas ainda assim é maravilhoso ter estas pequenas conquistas que me dão mais e mais energia para ir para frente e chegar lá!
Para os que estão lutando contra a balança, especialmente porque não se contentam em ser uma versão gorda das personagens que gostam, aqui vai algumas dicas!
  • Tenha uma inspiração ou um alvo para superar. No meu caso, eu sempre olho as cosplayers magras e fico com vontade de lutar para fazer cosplays tão legais quanto elas. Esses dias eu vi uma pessoa que transformei em inspiração, Rolan Ajo de Taiwan pesava o mesmo que eu antes de começar a dieta (70 quilos) e perdeu vinte quilos para fazer bonito sendo cosplayer.


 
 
  • Não dê desculpa, faça exercício pelo menos cinco vezes por semana e, no mínimo, quarenta minutos.  Costumo fazer simulador de caminhada por quarenta a sessenta minutos, cinco vezes na semana, quando não faço mais e recentemente comecei a deixar o ônibus um pouco de lado e ir andando quando eu preciso fazer algo. Simulador de caminhada é algo bem legal, pois exercita pernas e braços, minha postura também melhorou desde que comecei a fazer e não tem impacto, o que é bom para quem tem problema no joelho como eu. Ultimamente eu tenho colocado anime (ou algo assim) no meu notebook e fico assistindo enquanto me exercito.
  • Beba muita água! Sabia que muitas vezes confundimos fome e sede? Pois é, então se tomarmos bastante água o estômago vai parar de pedir aquelas beliscadas sabotadoras de dieta. Rolan toma cerca de treze copos por dia, ainda não cheguei lá mas aumentei de cinco copos para oito, estou começando a tomar ainda mais.
  • Coma mais refeições por dia e em menor intervalo. Nesses últimos tempos venho comendo com duas horas e meia a três horas de intervalo e já venho sentido resultado pois, como não deixo ficar com muuuuuita fome, eu acabo me contentando com meia concha de feijão, uma colher e meia de arroz, uma carne pequena a média e salada. Aliás, inclua na alimentação castanha do pará e outras castanhas para fazer de lanche, frutas também é bom. Não precisa cortar nada na alimentação, só saber moderar. Ir a um nutricionista ajuda bastante também.
  • Não se conforme nem se acomode! Você emagreceu, ainda não chegou na sua meta mas deu uma vontade de parar a dieta? Pode parar com isso já! Se você formulou uma meta, corra atrás dela e use as conquistas como degraus para você ir ainda mais alto!

Bem, pessoas, é isso. Espero que tenham gostado das dicas e que meu exemplo sirva de inspiração para quem quer lutar contra os quilinhos a mais, afinal de contas, todos podem, só não pode parar de se esforçar!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

2 - Hinamori Amu (Shugo Chara)

Postando agora meu segundo e mais recente cosplay, ainda estou iniciando mas espero poder encher o blog e outras páginas da web com meus cosplays que me esforçarei muito para fazê-los.

A personagem


 
Hinamori Amu, protagonista do anime Shugo Chara, é uma garota que é popular em sua escola por sua personalidade “cool & spicy”, no entanto, na realidade ela é uma tímida e não consegue ser a garota kawaii que deseja por sempre ter usado roupas no estilo dark e ter se prendido nessa personalidade.
Um dia Amu pede coragem para poder ser verdadeira e desse pedido surgem quatro ovos, os Shugo Tama (ovos do coração) de onde nasceram Shugo Charas que guardam o “suposto eu” (Amu no começo tem três, mas logo o quarto nasce, formando os quatro naipes de baralho). Quando sai de casa ela guarda os ovos em uma caixa personalizada.
Logo no começo da história Amu se junta aos guardiões da escola, obtendo o cargo de “Joker”, ou seja, uma carta na manga, para que, junto com eles, possa encontrar o ovo mágico que tem o poder de realizar qualquer desejo (embrião) e lutar contra uma corporação chamada Easter que transforma os Shugo Tama de crianças em X-Tama (ovos que se corrompem quando a criança perde a confiança no sonho). 
Amu tem poderes especiais dados pelo Humpty Lock (cadeado): ela pode fazer Chara Nari (transformação de personalidade) e também purificar os X-Tama com um golpe chamado Open Heart.

 

O Cosplay


 
 

 

 

 

 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Rurouni Kenshin Live Action



O tão esperado live action de Rurouni Kenshin, conhecido como Samurai X recentemente foi disponibilizado para download para a alegria dos fãs brasileiros que estavam contando animadamente os dias para poderem assistir a este super lançamento, já que não foi rodado nas telonas do país.
No entanto, o que poderia ter sido o melhor live action de todos os tempos acabou sendo uma vítima do Bakumatsu, já que o mangá e o anime foram totalmente retalhados e depois remendados em uma (falta de) lógica nova e diferente.



Para dar uma ideia da mistura que fizeram no live action, o falso Hitokiri Battousai no anime é Jin-e, que é um dos capangas de Kanryu. Quem assistiu o anime sabe muito bem que Jin-e é um dos espadachins que, com o término da era das espadas, ficou sem lugar e que não aceitou ser capanga do governo ou dos mercenários, logo esse se tornou o primeiro grande pecado do filme, pois distorceu um princípio interessante da história original.
Falando no Kanryu, ele é uma personagem interessante, ganancioso, mesquinho, violento e egoísta, foi muito bem interpretado, apesar de que seu visual puxa um pouco para a comédia (Kamikaze Girls e Lovely Complex tem personagens com praticamente a mesma aparência e só estão lá para fazer graça) talvez para aumentar ainda mais a visão de "dinheiro é tudo" que ele possui.
Saito, que no anime aparece apenas quando precisa levar Kenshin para a luta contra Shishio em Kyoto, aparece logo no começo, tirando o elemento surpresa que foi proporcionado no anime por causa de sua súbita aparição mas, apesar disso, ele é um dos personagens mais fieis ao original e, diga-se de passagem, o que melhor se adequou ao estilo dele e que não deixou dúvida alguma sobre ele.



Outra personagem que foi muito bem interpretada foi Kaoru, que teve vários momentos de "glória" tanto quando ela tenta lutar com Jin-e para salvar a honra de seu dojo quanto no momento em que ela acaba vencendo o genjutsu dele e pede para Kenshin não matá-lo. A boa performance da atriz nesta cena fez com que ela fosse mais tocante do que a do anime, mostrando que, apesar de todas as pérolas que o filme conseguiu fazer, fizeram o grande favor de colocar uma ou outra coisa realmente notável nele que não fosse uma grande saroba.


Por causa da alteração da história que deixa Megumi cara a cara com a responsabilidade de ter produzido ópio não só com Yahiko, mas com o sofrimento de toda uma vila, sua determinação de se redimir se mostrou ainda mais forte e isso trouxe outra cena que conseguiu ser melhor no filme: Megumi tentando matar Kanryu.



Yahiko, infelizmente, perdeu boa parte do destaque que poderia ter quando foram tiradas cenas de quando ele conhece Kenshin e Kaoru e de quando ele vai junto com o grupo enfrentar Kanryu. Isso foi realmente uma perda, pois foi muito bem interpretado. Bem, se tiver segunda parte, podemos então esperar uma grande luta dele contra o Juppongatana alado, isto é, se não fizerem o imenso favor de picotar essa cena também.


Sanosuke foi outro que teve a história e princípios retalhados no filme. Nada da história do kanji de "mau" nas suas costas, nada de falarem sobre a Sekihoutai e sobre o capitão Sagara, então, nem uma palavrinha sequer. Ele então foi reduzido a um simples brigão, praticamente um rebelde sem causa, o que tirou da luta dele com Kenshin grande parte, senão toda, da emoção que era esperada. Mas, pelo menos, uma coisa do Sanosuke do filme foi boa e rendeu muitas risadas quando ele pausou uma luta que estava tendo para comer e beber.



 Se pensam que já viram demais sobre as adoráveis falhas deste filme, preparem-se porque o pior ainda está por vir. Além de distorcer a parte de Kanryu para enfiarem um monte de detalhes do que passou antes e depois nela, fizeram o favor de detonar a parte original. Quem esperava ver o Aoshi e os membros da Oniwanbashuu se preparem para verem moscas, porque o jovem comandante mal aparece e o grupo dos cinco ninjas foi reduzido a dois, destes vou falar apenas do Hanya. Primeiro, é o Hanya mesmo? Colocaram um loiro que luta com espadas e armas de fogo, o que fugiu totalmente com o original. E, pensando um pouco, ele tem o jeito de falar do Aoshi (querer ser mais forte) e o cabelo e o uso de armas de fogo do Enishi. Estranho, não?
Com a ausência da Oniwanbashuu completa do live action, foi-se uma das cenas que poderia até mesmo arrancar lágrimas dos fãs que, logicamente, é o sacrifício dos membros em prol de seu líder. Além disso, se tiver continuação, os fãs já devem estar avisados que será tão ruim quanto a primeira parte, pois tiraram personagens centrais e bagunçaram bastante com os que deixaram.



E por último vamos falar do andarilho mais adorável que conhecemos, Kenshin. Contou com uma boa interpretação e com alguém que conseguiu fazer jus à aparência afeminada que ele originalmente tem no anime, seria esquisito se encontrassem um machão para interpretá-lo, mas pelo menos nisso eles pensaram (na verdade não tenho reclamações sobre a escolha do elenco de um modo geral).  O único problema foi que algumas cenas onde aparecem os pequenos distúrbios psicológicos do Kenshin pareceram muito forçados e isso prejudicou um pouco, mas pouco mesmo.
O pior de tudo foi o "okaerinassai" que a Kaoru deu no final do filme quando na verdade ela fala depois que ele derrota Shishio mas que nessa cena perde todo o valor.
Quanto às lutas, apesar de terem sido praticamente alteradas por completo, o live action teve grandes momentos de surpresa e adrenalina, o que reforça que a escolha do elenco realmente foi interessante. Se  alguém assistir em busca de ver lutas legais e não estiver pregado à história, até que será um bom filme para se ver.



Em suma, o filme não chega nem aos pés do mangá ou do anime, realmente foi uma bagunça total que mostrou até mesmo certo descaso com a história original, me pergunto se quem montou o enredo realmente assistiu/leu a história ou cansou e começou a folhear e pegar trechos aleatórios para remendar em um só. Isso chega a ser até um pouco triste, porque com um pouco mais de esforço, poderiam transformar as duas horas de duração do live action em algo à altura do que os fãs merecem ver.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

1. Kikyou (InuYasha)

Bem, pessoas, resolvi deixar um marcador no blog para os cosplays e projetos que estou fazendo. Para começar com o pé direito, deixarei aqui algumas fotos do primeiro cosplay que fiz: Kikyou - InuYasha.

A personagem



Kikyou é a miko (sacerdotisa) principal de sua aldeia e foi encarregada de cuidar da Shikon no Tama (Joia de Quatro Almas) que dava poderes ao youkai (demônio) que a possuía. Isso causou ódio de muitos desses youkais e a ambição do hanyou (meio-youkai) InuYasha mas ela acaba percebendo que não pode matá-lo e uma amizade acaba surgindo entre os dois e logo depois um sentimento maior, o amor.
No entanto, há obstáculos poderosos no caminho dos dois. A miko das sombras Tsubaki havia lançado uma maldição em Kikyou, dizendo que se ela se apaixonasse, poderia sofrer uma morte horrível. A segunda é a ambição e obsessão do bandido Onigumo que queria mais poder e Kikyou para si. Onigumo se funde aos youkais e dali nasce Naraku que, em vez de tomar Kikyou para si, a engana, ao se disfarçar de InuYasha, e causa um ferimento no ombro que lhe é fatal, mas antes disso ela lacra InuYasha na Goshinboku (Árvore Sagrada) que fez com que ele adormecesse sem sua pele ser deteriorada. Kikyou leva a Shikon no Tama para o mundo dos mortos ao ser cremada.
 Cinquenta anos depois ela é obrigada a voltar ao mundo terreno, mas desta vez em um corpo de barro. Ela reencontra InuYasha que foi libertado do lacre pela reencarnação de Kikyou, Kagome e começa a lutar sozinha para acabar com Naraku e destruir de uma vez a Shikon no Tama, no entanto, toda vez que ela vê InuYasha, fica dividida entre o forte ódio e o grande amor que ela sente ainda por ele.

O Cosplay








É uma pena que, como eu tinha feito franja no dia anterior, ela tenha ficado estranha (sim, aquele cabelão é natural) mas mesmo assim foi maravilhoso, especialmente por ela ser minha personagem favorita e ser muito parecida comigo em personalidade e, na época, na aparência também.
Meu principal projeto cosplay é deixar meu cabelo crescer de novo para poder fazer o cosplay dela novamente, agora como cosplayer mais amadurecida, pretendo deixá-lo idêntico, sem falha alguma.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A continuação da franquia de terror japonesa Ringu.

Desculpem a demora de postar, estive ocupada com a faculdade e com a dança do ventre (depois faço um post sobre, por enquanto ficarei em silêncio sobre isso). Enfim, como prometido aqui está o post sobre o filme Sadako 3D que assisti recentemente, infelizmente ainda não tem legenda em português mas mesmo assim vocês podem ficar por dentro lendo o post e assistindo. Vamos lá!

Sadako 3D



"Você e eu somos iguais" (Sadako)




Um vídeo na internet difícil de ser encontrado mostra um rapaz misterioso falando sobre a ressurreição de S e a erradicação da humanidade, é assim que a maldição se espalha. Quem assiste logo depois ouve uma voz dizendo  "Não é você" e é levado por Sadako, como ninguém sabe desse plano, há a especulação de que é um simples suicídio, no entanto Ayukawa Akane, uma professora colegial, descobre que não é tão simples assim, que é o vídeo que está causando a morte dessas pessoas e, assim, começa desesperadamente a tentar proteger as pessoas ao seu redor ameaçadas por Sadako. 
Sadako está para ressurgir, no entanto falta um pequeno detalhe: um avatar e então começa a perseguição pois a escolhida para isso é Akane que começa a ser perseguida aonde quer que vá. Nessa perseguição Akane acaba perdendo a pessoa mais preciosa para ela: Ando Takanori . Agora Akane precisa fazer seu melhor para acabar com a maldição de Sadako, encontrar e recuperar Takanori e salvar sua vida. 

Um olhar sobre Sadako 3D


Como sempre os japoneses deixam a desejar no desenvolvimento de alguns fatos e das razões para manter a objetividade de seus filmes, mas isso compromete o todo desse filme, por exemplo o vilão Kiyoshi Kashiwada (aquele que está tentando reviver Sadako) que, por mais importante que seja na história, é um personagem que não é bem desenvolvido e que, por isso, passa a ser alguém doido que só está tentando sem razão reviver Sadako para que ela erradique a humanidade, ele fica parecendo um rebelde sem causa. 
Outro ponto fraquíssimo da história é a forma que Sadako fica quando Akane encontra o poço e sua (falta de) força e inteligência. Essa Sadako (ainda sem o corpo que a hospedará) é afastada daquela que conhecemos nos primeiros dois filmes (uma garota com cabelo escondendo a face) e muito mais da face humana dela. Isso mais prejudicou do que ajudou na questão de assustar e até mesmo de causar horror. Sua forma "grilesca" acaba sendo cômica. Além disso, na cena em que ela persegue Akane, Sadako(aliás, seus kage bushin no jutsu/hahaha) acaba apanhando sem parar da professor, isso mostra uma forma desnecessária da superioridade do bem contra o mal. Akane pode ser mais forte que Sadako (como vemos em várias cenas), mas isso também é terrivelmente mal feito: ela grita e pronto, tudo resolvido. As coisas só vão melhorar na perseguição propriamente dita onde Akane mostra ser alguém inteligente e que sabe "agir na hora do aperto", fazendo com que quem assiste se empolgue com sua peripécia. 
As cenas das mortes poderiam ser bem melhores, apesar de ter o elemento surpresa, ele não causa susto, na realidade se uma cena de todo o filme assustar ou até mesmo causar horror de verdade, é muito. 
O ponto alto da história é a cena em que Akane e Sadako ficam frente a frente, nessa parte vemos Sadako deixar de ser uma vilã cruel para ser uma pessoa que foi vítima das circunstâncias, ou seja, só fez o que fez porque todos ficaram assustados com seu poder e ninguém lhe estendeu a mão, isso forma um conflito com o fato de Akane ser totalmente o oposto pois Takanori ficou do lado dela quando todos ficaram com medo de seu poder, justificando a fala de Sadako "você e eu somos iguais" e, consequentemente, o motivo de Akane ter sido escolhida para abrigá-la. 
O filme chega ao seu fim Sadako alcançando o objetivo mas isso deixa um ponto de interrogação no ar: o que Sadako fará de agora em diante? Das duas uma: ou ela pode realmente erradicar a humanidade ou apenas viverá como humana. Isso só descobriremos se a franquia continuar.
Em suma, apesar do fato do filme poderia ser melhorado e não ter pecado tanto em cenas importantes, o filme é bom, especialmente na história e vale a pena ser assistido.


Download (legendado em inglês)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Snow White: A Tale Of Terror (Floresta negra)


"Era uma vez uma linda princesinha chamada Branca de Neve........" não tem lugar nesse filme que é considerado o mais fiel ao original. Estamos na época das cruzadas acompanhando um nobre que viaja com a esposa e que, após um acidente causado por lobos, acaba tendo que sacrificar sua esposa, que ficou gravemente ferida, para tirar a filha que estava pronta para nascer.
Passaram-se alguns anos e então conhecemos Lilliana, a doce e travessa filha do nobre. Como a maioria das crianças, Lilliana não se afeiçoou à bela noiva de seu pai, a bela Lady Claudia, uma mulher com uma vaidade incontrolável e que tenta chamar a atenção de todos para si.
Com Lilliana já crescida o ódio entre as duas aumenta e Claudia que dia após dia vai se tornando cada vez mais insana por influência de um espelho que ela diz ter pertencido à sua mãe ordena que a jovem seja assassinada, no entanto ela consegue fugir e encontra sete mineradores que acabam tornando-se seus amigos.
Ao saber que a enteada ainda está viva, Claudia começa a usar da magia negra para se livrar dela e, com as falhas, a feiticeira chega ao ponto de sacrificar a beleza que tanto preza para poder vencer, transforma-se em uma velha e a envenena com uma maçã. Os mineradores preparam um belo esquife para Lilliana ser enterrada mas ela acorda e, após se despedir dos amigos, ela volta ao castelo para poder dar um fim nas maldades de sua madrasta.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

20 anos

Há 20 anos minha mãe estava com a filha que tanto queria no colo, ela sabia que era menina mesmo que o próprio exame dizia que era menino.Essa filha sou eu, que recebi o nome Jéssica que ela queria dar à filha desde que era jovem...
A partir daí muitas coisas se passaram, conheci o bullying, o sofrimento e isolamento que ele traz mas pouco a pouco fui conhecendo também a amizade e a fé... aos poucos fui percebendo que sou capaz de ser feliz, que sou capaz de ser uma boa filha, uma boa amiga, enfim, uma boa pessoa e é com esse pensamento que estou iniciando essa nova fase: eu consigo.
Além de "eu quero ser forte" a frase que vai reger minha vida é "vou dar o meu melhor" e deixo aqui algumas metas:

* Me dedicar ao máximo (faculdade, dança do ventre, japonês...);
* Ser mais tolerante;
* Ser menos orgulhosa;
* Ser menos pessimista (me desligar dos traumas);
* Chegar aos 54 Kg;
* Ajudar mais em casa;

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O mistério das duas irmãs (The Uninvited)

"Fiz exatamente o que me disse... eu terminei o que já tinha começado" (Anna)



Anna volta para casa após um tempo em um internato que foi levada quando a sua mãe foi morta em um incêndio e encontra tudo mudado. Rachel. namorada de seu pai e antiga enfermeira que cuidava da mãe doente, passou a controlar e mudar a casa, para o desagrado da enteada que gostaria de encontrar tudo como estava na época de sua mãe.
Anna logo encontra sua irmã, Alex, uma garota rebelde que, por alguma razão, é constantemente ignorada pela família e, por isso, costuma ficar afastada mas, com a chegada de Anna, as duas passam a ficar juntas boa parte do tempo.
Tudo parece bem mas um clima de mistério paira no ar, Anna sofre com aparições de sua mãe e de crianças que ela nunca viu. Além disso,  ninguém fala do incidente a não ser
Math, o antigo namorado de Anna que diz saber o que aconteceu no acidente pois seguiu Anna desde a festa onde estavam até a casa. 
Ele tenta contar a Anna o que aconteceu e marca um encontro em um rochedo dos arredores à noite mas, no horário marcado ele não aparece e ela começa a se preocupar. Na mesma noite Math aparece em seu quarto mas há algo estranho com ele. Está amedrontado e, quando ela o acariciou, percebeu que havia algo estranho com sua coluna. Assustada, ela sai correndo e o deixa em seu quarto.
Ela sabia que algo estava errado e a suspeita se confirma, Math é encontrado no mar com um ferimento na coluna e Anna acaba sendo considerada suspeita por ter marcado de se encontrar com ele. Abalada pelos acontecimentos,  ela tenta buscar socorro com Alex que no começo duvida mas depois acaba acreditando na irmã que acha que há algo muito errado.
Rachel se mostra uma mulher misteriosa e completamente ligada à sexualidade, querendo até mesmo influenciar sua enteada a se produzir um pouco mais. Ela carrega orgulhosamente um colar de pérolas de três voltas que afirma que ganhou de um enfermeiro mas Anna acredita que há algo mais e sua suspeita acaba se confirmando quando ela e Alex descobrem que Rachel não é o verdadeiro nome da enfermeira.
Rachel então começa a fechar o cerco para poder deixar encoberto seu passado e também o que ocorreu no incêndio que Anna pensa que não foi um simples acidente e sim um crime, algo feito por Rachel para tirar a mãe de Anna de seu caminho para que ela, então, pudesse ter o amante apenas para si.
As coisas parecem só piorar, Anna e Alex encontram no quarto de Rachel uma bolsinha com medicamentos fortes o bastante para drogar um cavalo e Anna descobre que as três crianças que ela vê são irmãos que foram brutalmente assassinados por uma jovem que estava apaixonada pelo pai deles e, após ver um colar de pérolas igual ao que Rachel carrega, começa a pensar que tem mais relação com os dois casos do que ela poderia imaginar e que ela e a irmã estão correndo grave perigo.
Anna e Alex decidem dar um fim àquela situação perigosa, pegar o colar e provar para a polícia que Rachel é, na verdade, uma mulher perigosa que precisa ser capturada antes que seja tarde. Com o grande risco de ser morta por Rachel e com Alex drogada e incapaz de ajudar, Anna corre à polícia conta a sua descoberta ao polícial local que parece lembrar do caso dos irmãos assassinados mas ele a entrega para Rachel que, por fim, droga Anna e, sem que ela pudesse fazer qualquer coisa para se defender, a enfermeira parece se preparar para mais uma "operação", no entanto algo acontece que vai provar que nem tudo é o que parecia ser.