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domingo, 30 de junho de 2013

Human Trafficking (Tráfico Humano)

"Depois das armas e drogas, o negócio mais lucrativo 
entre os criminosos é o tráfico de pessoas".


Garotas ingênuas que sonham em ter uma carreira de modelo nos EUA, uma mulher que conhece um homem charmoso e em pouco tempo se apaixona, crianças que andam separadas dos pais pelas ruas... um mínimo deslize da pessoa e ela é jogada no inferno da escravidão sexual.
Ela não tem escolha a não ser se submeter às mais terríveis humilhações e abusos, isso sem desobedecer, sem fugir, pois os traficantes deixam claro que, se assim o fizer, pode causar a morte de pessoas que ama e colocar em risco a própria segurança.
Neste cenário, entra Kate Morozov, uma bela agente de imigração russa que percebe, através dos suicídios de garotas que algo muito ruim está acontecendo: há pessoas sendo traficadas. Então começa um jogo perigoso onde ela, com o auxílio de seu chefe, começa a perseguir um único homem que cuida dos negócios naquela parte da Europa.
Kate é ousada a ponto de colocar sua própria vida em risco para impedir que este terror continue e que possa salvar a vida dessas mulheres.


Um olhar sobre Human Trafficking


O filme começa com a aparência de um documentário cansativo que só mostrará mulheres ingênuas que são traficadas e passam as maiores desgraças e só choram mas com a aparição de Kate o filme começa a ganhar um teor mais interessante porque os atos da agente começam a prender nossa atenção, nos perguntamos se ela vai conseguir mesmo resolver o caso e o que vai acontecer com essas mulheres. 
O filme, naturalmente, possui várias cenas chocantes que mostram o que acontece com uma pessoa traficada e também com as que "dão com a língua nos dentes", contando à uma autoridade qualquer coisa que pode entregar o esquema.
Além das partes chocantes do filme, há partes também muito emocionantes que mostram a esperança das pessoas de poderem sair do inferno em que vivem e de poderem reencontrar seus entes queridos. 
A ousadia de Kate faz com que o filme tenha uma cena tensa e surpreendente onde ela se faz de isca para poder capturar o chefe da quadrilha de traficantes mesmo que tudo pudesse dar errado por ela querer ser a heroína.  
O filme termina com um discurso de Kate que mostra uma realidade chocante: o tráfico de humanos só ocorre porque há demanda, e isso torna a realidade ainda mais desumana.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Rurouni Kenshin Live Action



O tão esperado live action de Rurouni Kenshin, conhecido como Samurai X recentemente foi disponibilizado para download para a alegria dos fãs brasileiros que estavam contando animadamente os dias para poderem assistir a este super lançamento, já que não foi rodado nas telonas do país.
No entanto, o que poderia ter sido o melhor live action de todos os tempos acabou sendo uma vítima do Bakumatsu, já que o mangá e o anime foram totalmente retalhados e depois remendados em uma (falta de) lógica nova e diferente.



Para dar uma ideia da mistura que fizeram no live action, o falso Hitokiri Battousai no anime é Jin-e, que é um dos capangas de Kanryu. Quem assistiu o anime sabe muito bem que Jin-e é um dos espadachins que, com o término da era das espadas, ficou sem lugar e que não aceitou ser capanga do governo ou dos mercenários, logo esse se tornou o primeiro grande pecado do filme, pois distorceu um princípio interessante da história original.
Falando no Kanryu, ele é uma personagem interessante, ganancioso, mesquinho, violento e egoísta, foi muito bem interpretado, apesar de que seu visual puxa um pouco para a comédia (Kamikaze Girls e Lovely Complex tem personagens com praticamente a mesma aparência e só estão lá para fazer graça) talvez para aumentar ainda mais a visão de "dinheiro é tudo" que ele possui.
Saito, que no anime aparece apenas quando precisa levar Kenshin para a luta contra Shishio em Kyoto, aparece logo no começo, tirando o elemento surpresa que foi proporcionado no anime por causa de sua súbita aparição mas, apesar disso, ele é um dos personagens mais fieis ao original e, diga-se de passagem, o que melhor se adequou ao estilo dele e que não deixou dúvida alguma sobre ele.



Outra personagem que foi muito bem interpretada foi Kaoru, que teve vários momentos de "glória" tanto quando ela tenta lutar com Jin-e para salvar a honra de seu dojo quanto no momento em que ela acaba vencendo o genjutsu dele e pede para Kenshin não matá-lo. A boa performance da atriz nesta cena fez com que ela fosse mais tocante do que a do anime, mostrando que, apesar de todas as pérolas que o filme conseguiu fazer, fizeram o grande favor de colocar uma ou outra coisa realmente notável nele que não fosse uma grande saroba.


Por causa da alteração da história que deixa Megumi cara a cara com a responsabilidade de ter produzido ópio não só com Yahiko, mas com o sofrimento de toda uma vila, sua determinação de se redimir se mostrou ainda mais forte e isso trouxe outra cena que conseguiu ser melhor no filme: Megumi tentando matar Kanryu.



Yahiko, infelizmente, perdeu boa parte do destaque que poderia ter quando foram tiradas cenas de quando ele conhece Kenshin e Kaoru e de quando ele vai junto com o grupo enfrentar Kanryu. Isso foi realmente uma perda, pois foi muito bem interpretado. Bem, se tiver segunda parte, podemos então esperar uma grande luta dele contra o Juppongatana alado, isto é, se não fizerem o imenso favor de picotar essa cena também.


Sanosuke foi outro que teve a história e princípios retalhados no filme. Nada da história do kanji de "mau" nas suas costas, nada de falarem sobre a Sekihoutai e sobre o capitão Sagara, então, nem uma palavrinha sequer. Ele então foi reduzido a um simples brigão, praticamente um rebelde sem causa, o que tirou da luta dele com Kenshin grande parte, senão toda, da emoção que era esperada. Mas, pelo menos, uma coisa do Sanosuke do filme foi boa e rendeu muitas risadas quando ele pausou uma luta que estava tendo para comer e beber.



 Se pensam que já viram demais sobre as adoráveis falhas deste filme, preparem-se porque o pior ainda está por vir. Além de distorcer a parte de Kanryu para enfiarem um monte de detalhes do que passou antes e depois nela, fizeram o favor de detonar a parte original. Quem esperava ver o Aoshi e os membros da Oniwanbashuu se preparem para verem moscas, porque o jovem comandante mal aparece e o grupo dos cinco ninjas foi reduzido a dois, destes vou falar apenas do Hanya. Primeiro, é o Hanya mesmo? Colocaram um loiro que luta com espadas e armas de fogo, o que fugiu totalmente com o original. E, pensando um pouco, ele tem o jeito de falar do Aoshi (querer ser mais forte) e o cabelo e o uso de armas de fogo do Enishi. Estranho, não?
Com a ausência da Oniwanbashuu completa do live action, foi-se uma das cenas que poderia até mesmo arrancar lágrimas dos fãs que, logicamente, é o sacrifício dos membros em prol de seu líder. Além disso, se tiver continuação, os fãs já devem estar avisados que será tão ruim quanto a primeira parte, pois tiraram personagens centrais e bagunçaram bastante com os que deixaram.



E por último vamos falar do andarilho mais adorável que conhecemos, Kenshin. Contou com uma boa interpretação e com alguém que conseguiu fazer jus à aparência afeminada que ele originalmente tem no anime, seria esquisito se encontrassem um machão para interpretá-lo, mas pelo menos nisso eles pensaram (na verdade não tenho reclamações sobre a escolha do elenco de um modo geral).  O único problema foi que algumas cenas onde aparecem os pequenos distúrbios psicológicos do Kenshin pareceram muito forçados e isso prejudicou um pouco, mas pouco mesmo.
O pior de tudo foi o "okaerinassai" que a Kaoru deu no final do filme quando na verdade ela fala depois que ele derrota Shishio mas que nessa cena perde todo o valor.
Quanto às lutas, apesar de terem sido praticamente alteradas por completo, o live action teve grandes momentos de surpresa e adrenalina, o que reforça que a escolha do elenco realmente foi interessante. Se  alguém assistir em busca de ver lutas legais e não estiver pregado à história, até que será um bom filme para se ver.



Em suma, o filme não chega nem aos pés do mangá ou do anime, realmente foi uma bagunça total que mostrou até mesmo certo descaso com a história original, me pergunto se quem montou o enredo realmente assistiu/leu a história ou cansou e começou a folhear e pegar trechos aleatórios para remendar em um só. Isso chega a ser até um pouco triste, porque com um pouco mais de esforço, poderiam transformar as duas horas de duração do live action em algo à altura do que os fãs merecem ver.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

APT

 Quem já viu o clipe "Chizuru" da banda the GazettE notou que há cenas "estranhas" de um filme que parece ser de terror. Há alguns anos fui procurar e descobri que era de um filme coreano chamado APT que realmente era de terror e, na minha opinião, é um dos melhores.


 "Você acha que o rancor pode desaparecer tão facilmente?" 


Sae-Jin, uma moradora solitária de um conjunto de apartamentos do subúrbio se envolve em um caso de suicídio onde uma mulher estranha, após perguntar "Você não se sente solitária?" se atira em frente a um metrô, tentando levá-la junto consigo. 
Ela mal sabia que esse acontecimento mudaria radicalmente sua vida. A mulher que ela deixou de salvar começa a frequentar o prédio. 
Paralelamente a esse acontecimento, Sae-Jin começa a perceber que o edifício não é tão pacífico quanto ela imaginava: todo dia, exatamente às 21:56 as luzes de um dos apartamentos começam a piscar e então ocorre um suicídio.
Desesperada, Sae-Jin começa a observar os moradores e tenta avisá-los para que não apaguem as luzes naquela hora, porém, além de não acreditarem, começa a ser acusada por eles e ameaçada pelos policiais. 
Sae-Jin conhece por acaso uma cadeirante órfã chamada Yo-Yeon que mora em frente ao seu apartamento. Depois da morte dos pais, a garota começa a receber o auxílio dos outros moradores que passavam a ser dividir em turnos, porém, com o tempo, a bondade se tornou indiferença e então a cadeirante, sem poder se defender, passa a sofrer vários tipos de abusos. 
Investigando aqueles suicídios, Sae-Jin e os policiais que antes duvidavam dela, descobrem que os mortos sempre carregam uma cópia da chave de entrada de um apartamento.
Qual é a relação entre esses moradores, a orfã abusada e a mulher que se suicidou no metrô? Será que há um jeito de parar esses suicídios tão incomuns ou o rancor de alguém que foi abandonado pelo mundo pode durar para sempre? 





                                                                    Um olhar sobre APT                                                                   

O clichê oriental de fantasmas com cabelos na face ganha um toque a mais que faz com suas aparições deixem as pessoas de cabelo em pé: um barulho que lembra ligeiramente um estilete e um jeito de andar assustador. 
Não esperem muito dos efeitos especiais típicos dos remakes americanos, os de APT deixam a desejar, fazendo com que uma das mortes principais sejam tratadas quase como uma piada. 
O timing de aparições da moça que morreu no metrô é muito bom, muitas das vezes que ela aparece não podem ser previstas, o que se torna um prato cheio para pulos e gritos. 
A história do filme é muito boa, vai acabar tratando de várias situações que podem acontecer na vida das pessoas e, especialmente, como as pessoas que poderiam ajudar alguém em dificuldade cruzam os braços e as consequências disso. Consequentemente, nos faz pensar sobre nossas próprias vidas e no que estamos fazendo com ela e com as pessoas que surgem.
O final "indefinido" deixa o filme aberto à respostas para uma questão deixada pelo detetive: "Você acha que o rancor pode desaparecer tão facilmente?". 
Em suma, o filme é muito bom e vale a pena ser assistido. Sempre que tenho oportunidade assisto e nunca deixo de me assustar, sempre tenho aquela sensação de calafrio como se tivesse alguém atrás de mim. 

domingo, 4 de março de 2012

Van Helsing


"Alguns dizem que você é um assassino, outros dizem que é um santo, 
qual dos dois você é?"


Van Helsing foi encontrado pela igreja sem memória alguma e passa a fazer o "serviço sujo" de caçar e aprisionar humanos que se tornaram criaturas das trevas e, pelas várias vezes elas acabaram mortas, foi acusado de assassino e procurado por toda a Europa. Seguindo ordens, ele vai para a Transylvania para ajudar Anna, sobrevivente da família Valerious que era encarregada de matar a maior ameaça à humanidade, o vampiro Drácula antes que ele realize seu desejo de dar vida aos seus filhos com suas três noivas.
Porém, há um pequeno problema, Drácula não sucumbia à nenhuma tentativa de extermínio como por exemplo, o uso da tradicional estaca.
Após determinado momento a busca pela solução do mistério torna-se uma corrida desesperada contra o tempo em que sacrifícios tornam-se necessários e o fim acaba mostrando que nem todo final feliz de filme é o final feliz que esperamos que tenha.

 
                                                   Um olhar sobre Van Helsing                                          


O filme é um dos melhores para quem gosta do bom e velho vampiro sedento de sangue e de vingança. Van Helsing tem em toda a sua extensão um natural toque sensual que se funde à sofisticação de suas personagens, especialmente ao lado mal do filme. Aliás, por falar em lado mal do filme, qual será que é? A igreja que manda um indivíduo caçar uma família de vampiros que apenas gostaria de ter seus filhos e que caça somente para sobreviver ou vampíros sanguinários que não medem as consequências para realizar as ambições? Um dos pontos fortes do filme é essa reflexão de que quem torna alguém vilão ou mocinho na verdade é o público.
Van Helsing surpreende ao colocar em uma mesma história várias personagens que invadiram a Literatura e Cinema no decorrer dos séculos e deixou para cada um uma função especial no filme, fazendo com que cada um seja fundamental nessa história.
Outro ponto que chama a atenção no filme é o de que a personagem feminina de mais destaque, Anna, mesmo em sua época, é cheia de coragem, ousadia e vigor como qualquer homem. 
Com romance, aventura, suspense, sensualidade e até mesmo comédia em doses certas, Van Helsing tem todo o enredo entrelaçado e nenhum fio dessa teia fica solto. Volto a falar que este filme é um dos melhores para quem gosta do gênero e até para quem não gosta. Van Helsing definivamente é um colírio para os olhos e um impulso para a mente, além de ser uma ótima pedida para um dia nublado ou uma noite escura onde, talvez, dois seres destinados à rivalidade estão travando uma eterna luta.